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Hotéis Batam - Sobre Indonésia
A República da Indonésia é um grande país localizado entre o sudeste asiático e a Austrália que é composto pelo maior arquipélago do mundo, as Ilhas de Sonda, e ainda a metade ocidental da Nova Guiné. Tem fronteiras terrestres com a Malásia, em Bornéu, com Timor-Leste, e com a Papua-Nova Guiné; e marítimas com as Filipinas, Malásia, Singapura, Palau, Austrália e com o estado indiano de Andaman e Nicobar. A localização entre dois continentes, a Ásia e a Oceania, faz da Indonésia uma nação transcontinental. Sua capital é Jacarta.
É o quarto país mais populoso do mundo e o primeiro entre os países islâmicos.
Entre os séculos VII e XIV, formaram-se nas ilhas de Samatra e Java vários reinos hindus e budistas mas, com a chegada de comerciantes árabes de Gujarate (Índia), no século XII, o Islão tornou-se a religião dominante na maior parte do arquipélago.
Quando os europeus ali chegaram em princípios do século XVI (em 1511, Francisco Serrão juntamente com António de Abreu chegam às ilhas Molucas), e começaram a dominar os reinos que ali existiam, na sua vontade de monopolizar o comércio das especiarias. A história da colonização holandesa da Indonésia começa com a expedição de Cornelis de Houtman. No século XVII, os holandeses, através da Companhia Holandesa das Índias Orientais, estabeleceram na região a sua colónia das "Índias Orientais Holandesas" (sem, no entanto, conseguirem ocupar a colónia portuguesa de Timor).
Durante a Segunda Guerra Mundial, os Países Baixos, que foram ocupados pela Alemanha Nazi, perderam a sua colónia para os japoneses. Com o fim da guerra, Sukarno, que tinha cooperado com os japoneses, declarou a independência da Indonésia, mas os aliados apoiaram o exército neerlandês a tentar recuperar a sua colónia. A guerra pela independência, denominada Revolução Nacional Indonésia, durou quatro anos e, sob pressão internacional, os Países Baixos foram forçados a reconhecer o novo país.
A Indonésia – que havia incorporado a parte ocidental (antes holandesa) da ilha de Timor logo após a Segunda Guerra Mundial – é um país de enorme heterogeneidade étnica, histórica, cultural e linguística, com pelo menos 25 idiomas locais, 250 dialetos e quatro religiões principais, predominando o islamismo.
Entre os anos de 1963 e 1965 o Partido Comunista da Indonésia, que mantinha relações secretas com a China comunista de Mao Tse Tung, elaborou um plano para fortalecer o governo pró-Pequim de Surkano. A ideia era decapitar o alto comando anticomunista do exército para manter mais da metado do Exército, dois terços da Aeronáutica e um terço da Marinha alinhados ao Partido Comunista da Indonésia. Em 30 de setembro de 1965 o plano foi colocado em prática e o chefe do Exército e outros cinco generais foram presos e executados. Contudo esse plano fracassou, pois Suharto, um general até então de pouca expressão, estava informado sobre esse plano, esperou a prisão e execução dos generais para rapidamente tomar o poder. O golpe de Estado do general Suharto, apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados, derrubou o governo do líder populista Sukarno em 1965, sob o pretexto de deter o avanço comunista. Foi um banho de sangue que vitimou mail de 500 mil de indonésios supostamente comunistas. De caráter agressivo, militarista e essencialmente corrupto, a ditadura de Suharto promoveu a repressão e a opressão da população. Reforçou, também, a centralização política e o expansionismo. Assim, poderiam impedir a diversidade existente no país e reforçar as tensões autônomas opositoras à constituição de uma "Grande Indonésia". Com isso, houve conflitos autônomos nas ilhas Molucas, em Samatra, na Nova Guiné, em Celebes e Bornéu e fronteiriços com a Malásia e Papua-Nova Guiné.
A Indonésia ambicionava anexar a parte oriental da ilha de Timor, embora afirmasse reconhecer o domínio português.
Suharto foi reeleito 5 vezes e governou o país com a ajuda dos militares mas, com a crise económica asiática de 1997, o país voltou à rebelião e o presidente foi obrigado a renunciar e entregou o poder ao seu Vice-Presidente, B. J. Habibie. No entanto, nas eleições de 1999, Habibie perdeu-as para Megawati Sukarnoputri, filha de Sukarno, que não chegou a ser empossada, tendo sido substituída pelo seu partido político por Abdurrahman Wahid. A crise de Timor-Leste virou as cartas e Megawati voltou à presidência em 2001. Em 2004, nas primeiras eleições directas, foi eleito o actual presidente, Susilo Bambang Yudhoyono.
A Indonésia é o maior arquipélago do mundo, com 18 109 ilhas. As principais são Java, Samatra, Bornéu, Nova Guiné e Celebes. No grande arquipélago indonésio, há trinta grupos menores que totalizam mais de 18 000 pequenas ilhas.
O país é banhado pelo Oceano Pacífico na sua parte oriental e pelo Oceano Índico no sul e oeste. A nordeste, confina com o Mar das Filipinas e Mar de Celebes, a noroeste, com o Mar de Andaman, a sul pelos mares de Arafura e de Timor, e engloba por completo os mares de Java, Savu, Banda, Seram e das Molucas.
A Indonésia tem fronteiras terrestres com a Malásia, em Bornéu, com Timor-Leste, e com a Papua-Nova Guiné, e fronteiras marítimas com as Filipinas, Malásia, Singapura, Palau, Austrália e com dois estados indianos. Estar localizado entre a Ásia e a Oceania, faz da Indonésia uma nação transcontinental.
A Indonésia tem um sistema presidencial. O Presidente, que é chefe-de-estado e do governo, é agora eleito diretamente para mandatos de 5 anos, junto com o Vice-Presidente.
O principal corpo legislativo do país é o Majelis Permusyawaratan Rakyat (MPR) ou "Assembleia Consultiva Popular", que consiste do Dewan Perwakilan Rakyat (DPR) ou Conselho Representativo do Povo, eleito para mandatos de 5 anos, e do Dewan Perwakilan Daerah (DPD) ou Conselho dos Representantes Regionais. Depois das eleições de 2004, o MPR tornar-se-ia um parlamento bicameral com a criação do DPD como nova segunda câmara.
A bandeira nacional da Indonésia é chamada "Sang Sake Merah Putih". Conforme o artigo 35 da Constituição de 1945, a bandeira é composta por duas faixas de dimensões iguais, a superior é de cor vermelha e a inferior é branca.
O principal elemento do brasão de armas da Indonésia é uma águia dourada chamada Garuda, uma personagem da mitologia indonésia, símbolo da energia criativa. A águia tem 11 penas em cada asa, 2 na cauda e 41 no pescoço, números que remetem para a data da proclamação da independência da Indonésia: 17 de Agosto de 1945. A águia segura um listel que contém o lema do país "Bhinneka Tunggal lka" (Unidade na Diversidade), símbolo que tem um significado auto-evidente e que data do século XV. Ao peito, o garuda carrega um escudo que simboliza a defesa do país. As cores reflectem as cores da bandeira da Indonésia, e os cinco símbolos no escudo representam a filosofia do pancasila, que está nas fundações do estado indonésio. A barra no centro representa o equador, que atravessa várias das ilhas indonésias; a estrela dourada em fundo negro no centro do escudo representa o primeiro princípio do pancasila, a crença num deus único; a corrente representa gerações humanas sucessivas, com as cadeias redondas a representar mulheres e as quadradas homens, tudo em nome do segundo princípio, a humanidade justa e civilizada; o "beringin", figueira ou baniano, simboliza o terceiro princípio: a unidade da Indonésia; a cabeça do "banteng", ou bantengue (Bos javanicus), negra em fundo vermelho, representa o quarto princípio, a democracia guiada pela sabedoria interior dos representantes do povo; as espigas douradas e brancas de arroz e algodão representam o quinto princípio: a justiça social para todos os indonésios.
Indonesia Raya é o nome oficial do hino nacional da Indonésia. O hino foi apresentado pelo compositor Wage Rudolf Soepratman no dia 28 de outubro de 1928, na convenção nacional dos jovens em Batavia, atual Jacarta. Esse hino marca ainda o nascimento de um movimento nacionalista na Indonésia. Ele foi escolhido como hino nacional quando foi proclamada a independência da Indonésia em 1945.
Atualmente, a Indonésia está dividida em 33 províncias (entre as quais, 3 são territórios de regime especial, Aceh e Yogyakarta, e o território da cidade capital, Jacarta). As principais províncias, subdivididas em distritos, são: Samatra, Papua (Irian Jaya), Riau, Riau Kepulauan, Sulawesi (a sudoeste), Kalimantan (ao sul), Celebes (ao sul), Irian Jaya (a oeste), Java (a oeste), Kalimantan (a oeste), Nusa Tenggara (a oeste), Sulawesi (a oeste) e Samatra (a oeste).
A economia indonésia assenta, essencialmente, nas atividades agrícola, mineira e industrial. O setor agrícola produz arroz, milho, mandioca, batata-doce, tabaco, chá e café. À semelhança da Índia, a agricultura registou problemas após os primeiros êxitos da Revolução Verde. Associada a este setor, está também a silvicultura, atividade que produz a borracha natural e madeiras exóticas. Por outro lado, a atividade mineira tem visto a sua importância aumentar de dia para dia, fomentada, principalmente, pelo aumento da exploração de petróleo e gás natural. No entanto, outros minérios são extraídos, como o níquel, a bauxite, o ouro e o cobre.
Quanto ao setor industrial, que desde os meados dos anos 1980 caminha a passos largos para se tornar o principal setor indonésio, enquadra-se numa política de importação de matérias-primas para posterior transformação e exportação. Deste modo, destacam-se as indústrias ligadas aos produtos químicos, aos componentes eletrónicos, ao cimento, aos pneus, ao papel e aos têxteis.
Em resumo, a economia deste país encontra-se em fase de desenvolvimento, beneficiando da sua posição privilegiada no seio de instituições internacionais como a ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), a ESCAP (Comissão Económica e Social para a Ásia e o Pacífico) e a OPEP(Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Os principais parceiros comerciais da Indonésia são o Japão, os Estados Unidos da América, Malásia, Singapura, Austrália e a Alemanha.
Em 2008, a Indonésia suspendeu a adesão à OPEP, a qual era membro de pleno direito desde 1962.
Fonte: CIA Factbook, Wikipedia
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